Associação dos caminhoneiros recua e decide hoje à tarde sobre greve

Entidade recuou de apoio inicial e aguarda consulta a motoristas autônomos; alta do diesel e fiscalização do frete são os principais impasses com o Governo Federal


 A CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística) informou, nesta quarta-feira (18) que vai se reunir com outros representantes dos caminhoneiros, ainda hoje, para decidir se a categoria irá paralisar as atividades a partir de amanhã, em protesto contra a alta do preço do diesel.

A diretoria da CNTTL emitiu uma nota solicitando que manifestações anteriores de apoio fossem desconsideradas até que uma decisão coletiva fosse tomada hoje. O objetivo é conversar com os motoristas autônomos antes de anunciar oficialmente uma possível paralisação.

Carlos Alberto Litti Dahmer, diretor da CNTTL, explicou que a categoria chegou ao limite financeiro. As principais pautas levadas à mesa de negociação e que motivam o estado de alerta são o preço diesel, com uma alta acumulada de quase 19% desde fevereiro e agravada nos últimos dias devido aos conflitos no Oriente Médio, o piso mínimo do frete e ações de fiscalização na Petrobras.

 

Estratégia de "braços cruzados"

Diferente de mobilizações anteriores marcadas por bloqueios de rodovias, a orientação atual de lideranças da CNTTL e da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) é a de "braços cruzados". A estratégia consiste em manter os caminhões parados em postos de combustíveis ou nas residências dos motoristas. A medida visa evitar o confronto direto com forças de segurança e o pagamento de multas pesadas por obstrução de vias públicas, mantendo, porém, a pressão pelo desabastecimento logístico.

O Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) monitoram a situação de perto. Para esta quarta-feira, está previsto o anúncio de um pacote de medidas que busca desarmar a greve.Entre as promessas estão o endurecimento da fiscalização contra o frete abusivo e possíveis novos subsídios para amortecer o impacto do diesel nas bombas. 

 

A ANP (Agência Nacional do Petróleo), em nota, afirmou que segue com operações de fiscalização em nove estados e no Distrito Federal para coibir aumentos injustificados por parte dos postos de combustíveis.

 
 

Autor da matéria: Band
Fonte: Caroline Zanetti

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