Bastaram quatro dias para tudo se agravar. Enquanto o Brasil estava em festa, o coronavírus se propagou pela Europa e fez um verdadeiro estrago nas bolsas do mundo. Na segunda e terça de Carnaval, a bolsa não abriu por aqui, mas nem por isso os ativos brasileiros escaparam do furacão da epidemia.

O mercado de ações e os bancos estão de folga devido ao carnaval e só reabrem hoje quarta-feira (26). Na sexta-feira, o dólar atingiu pela primeira vez R$ 4,40 e fechou a R$ 4,3926 na venda. Já o Ibovespa fechou em queda de recuou 0,79%, a 113.681 pontos, acumulando perda de 1,70% no ano.

Em Nova York, os principais ativos brasileiros fecharam em forte queda. O maior fundo de índice (ETF) brasileiro de Wall Street, iShares MSCI Brazil, ou EWZ, caiu 4,99%. Já o Dow Jones Brazil Titans, que reúne ações de empresas brasileiras negociadas em Nova York, recuou 4,81%.

O declínio das ações também ocorre após reunião de ministros das finanças e chefes de bancos centrais das 20 maiores economias industriais, no qual as autoridades advertiram que o surto que começou na China está ameaçando descarrilar o crescimento mundial.

A busca por ativos considerados mais seguros também fez saltar o preço do ouro em mais de 2%, para US$ 1.684,60 a onça (28,34 gramas), maior valor em 7 anos.

Os preços do barril de petróleo recuaram nesta segunda-feira. O Brent teve queda de 3,8%, sendo negociado a US$ 56,30. Já o barril WTI perdeu 3,7%, a US$ 51,43.

O vírus infectou cerca de 77 mil pessoas e já matou mais de 2.500 na China, onde ele se originou no ano passado. Na Itália, 7 mortes foram confirmadas, no Irã, 12, e na Coreia do Sul, 7.

Fonte: G1