Irã rejeita plano de paz dos EUA, apresenta contraproposta e diz que 'Trump não vai ser quem ditará o fim da guerra'

Segundo estatal Press TV, governo iraniano considerou a proposta dos EUA "excessiva e desconectada da realidade". Autoridades iranianas citam 5 condições para encerrar o conflito.


O Irã rejeitou nesta quarta-feira (25) a proposta de paz apresentada pelo governo dos Estados Unidos e apresentou sua própria contraproposta, segundo a estatal iraniana Press TV. 

 

Teerã confirmou ter recebido a proposta, mas chamou o plano de "excessivo e desconectado da realidade" e disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, não ditará o fim do conflito. Uma contraproposta foi submetida pelo governo iraniano. 

 

"O Irã encerrará a guerra quando decidir fazê-lo e quando suas próprias condições forem atendidas", disse o governo iraniano, segundo a Press TV. 

 

 

O que diz a contraproposta

Segundo a Press TV, autoridades iranianas estabeleceram cinco condições sob as quais o Irã concordaria em encerrar a guerra. Elas incluem: 

 

  • A interrupção total da "agressão e dos assassinatos" por parte do "inimigo".
  • O estabelecimento de mecanismos concretos para garantir que a guerra não seja retomada.
  • O ressarcimento e reparações por danos causados durante a guerra.
  • O fim da guerra em todas as frentes e para todos os grupos de resistência envolvidos em toda a região.
  • O "exercício da soberania" do Irã sobre o Estreito de Ormuz.

 

Autoridades iranianas acrescentaram ainda que essas exigências se somam às demandas já apresentadas por Teerã durante a segunda rodada de negociações em Genebra, realizada poucos dias antes do ataque de EUA e Israel ao país

Proposta dos EUA: plano de paz com 15 pontos

 

O documento elaborado pelos EUA tem 15 pontos e envolve os programas nuclear e de mísseis balísticos iranianos. Segundo as agências de notícias e o jornal norte-americano "The New York Times", entre os pontos do plano estão 

 

  • o comprometimento de nunca buscar desenvolvimento de armas nucleares;
  • a limitação no alcance e no número de mísseis iranianos;
  • a desativação das usinas de enriquecimento de urânio de Natanz, Isfahan e Fordow;
  • o fim do financiamento a grupos aliados na região, como Hamas e Hezbollah;
  • a criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz.

 

As autoridades paquistanesas descreveram à agência que o plano norte-americano, de forma geral, abrange alívio de sanções, cooperação nuclear civil, redução do programa nuclear do Irã, limites para mísseis e acesso para navegação pelo Estreito de Ormuz.

Autor da matéria: Caroline Zanetti
Fonte: G1

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