“Tiro-lirolá, tiro-liroli”; “ripa na chulipa, pimba na gorduchinha”; “e que gooooool…”.

Esses bordões, que ecoavam pelos estádios e pelas casas de milhões de brasileiros, fazem a nossa memória ir ao encontro de um único nome: Osmar Santos.

Com 13 anos, Osmar Santos conseguiu um emprego na rádio de Osvaldo Cruz. Era narrador de estúdio. Depois, foi para o campo narrar partidas de futebol. Com 18 anos, já estava em Marília. “Ele mandava no rádio da cidade. Já era o grande nome, já era a revelação.

O eterno locutor completou 70 anos e recebeu uma homenagem com mensagens de vários amigos de profissão como Oscar Ulisses, Cleber Machado, Galvão Bueno.

“Ele tinha transmissões revolucionárias, um jeito novo de transmitir, uma linguagem muito moderna para a época” – Oscar Ulisses, irmão de Osmar e narrador da Rádio Globo.

“O Osmar Santos foi um gênio da comunicação, um gênio do rádio. Ele veio, chegou, aconteceu e marcou” – Galvão Bueno, narrador da TV Globo.

Há 25 anos, em 1994, um acidente de carro causou uma fratura de crânio em Osmar. Após duas cirurgias, ele sobreviveu. Mas a lesão no cérebro afetou o que era primordial para o locutor.

Hoje, em vez da velocidade com a voz, Osmar passa o tempo na tranquilidade das mãos. A pintura é um de seus maiores hobbies. Ele, inclusive, já expôs e vendeu várias obras.

As palavras monossilábicas e o sorriso fácil, tão notáveis atualmente, carregam toda a história marcada para sempre no rádio e na TV, além de simbolizar um singelo desejo: vida longa ao pai da matéria.

Fonte: Globo Esporte