O youtuber Matt Watson revelou a existência de um “circuito de pedofilia” na plataforma de vídeos em que usuários utilizavam contas falsas para fazer comentários maliciosos em vídeos supostamente inocentes de crianças.

Os membros do grupo pedófilo apontavam momentos do vídeo em que as crianças apareciam em uma posição que poderia ser sexualizada — além de compartilharem links para outros locais de conteúdo pedófilo.

mattwatsonyt O Youtube não é um lugar seguro para crianças: pedófilos usam a plataforma para trocarem informações entre si
Vídeo em que o youtuber Matt Watson apresenta o problema, com comentários de pedófilos e recomendações de vídeos de crianças. — Foto: Reprodução

Na publicação, Watson ainda aponta como o próprio algoritmo da plataforma de vídeos facilita que esses conteúdos sejam encontrados por qualquer pessoa em apenas cinco ou seis cliques ao pesquisar por temas comuns, como “ginástica” ou “vídeos de biquíni”.

Além de Watson, o youtuber brasileiro Felipe Neto também se manifestou sobre o assunto e propôs o uso da hashtag #YoutubeWakeUp. Confira o vídeo abaixo:

Segundo informações do Canal Tech, apesar de o vídeo ter sido postado na segunda-feira (18), foi apenas na quarta (20) que o conteúdo viralizou.

Imediatamente, diversas empresas — como a Epic Games, criadora do jogo Fortnite e uma das primeiras a se pronunciar sobre o assunto — retiraram seus investimentos em publicidade veiculadas no YouTube.

Marcas com Nestlé Disney anunciaram que parariam imediatamente de anunciar na plataforma por suas marcas estarem sendo indiretamente ligadas à prática da pedofilia.

Desde que a onda de corte de anúncios começou, o YouTube já removeu milhares de comentários que sexualizavam crianças, centenas de contas falsas que faziam esses comentários e dezenas de vídeos que, ainda que sem malícia, colocavam crianças em situações de possível sexualização.

Além das ações no banco de dados da empresa, o YouTube também enviou todas as informações que possuía sobre essas contas de comentários pedófilos para as autoridades policiais competentes.

Fonte: Renova Mídia e G1